Em uma pequena cidade do sertão nordestino, o velório de um jovem vaqueiro é interrompido por um padre macabro e seus fiéis enlouquecidos: criaturas que já não pertencem ao mundo dos vivos e devoram tudo o que encontram pelo caminho.
Tomados de assalto pelo horror, os moradores só encontram amparo em um grupo improvável de sobreviventes vindos de uma cidade vizinha: Chico e Luzia, casal de candomblecistas de meia-idade, Fátima, enfermeira que perdeu a mãe para a praga, Isabela, uma criança médium, e Cida, uma gestante que carrega em sua criança a chave para o mistério.
Refugiados na escola da cidade, lutam não apenas contra a ameaça dos mortos, mas também contra a contaminação das águas que abastecem toda a região — uma praga que transforma fé em desespero, procissões em carnificinas e promessas em sangue.
Com uma prosa ágil e visceral, marcada pela oralidade nordestina e pela poesia bruta do sertão, Márcio Benjamin constrói uma alegoria de nosso tempo: entre a fantasia e o horror, "Romaria" mergulha em temas sociais urgentes e reafirma o autor como a voz mais potente do horror nordestino contemporâneo.
"Márcio Benjamin localiza uma epidemia zumbi no Sertão brasileiro. É impressionante a alegoria que faz ao conectar questões sociais a um monstro universal. Imperdível."
Irka Barrios
“Márcio Benjamin é o bardo do Brasil profundo, um ourives da palavra, o rei do folclore e do malassombro sertanejo.”
Verena Cavalcante
"A literatura de Márcio Benjamin é um convite para se assombrar com a estranheza do familiar e com a simpatia do medonho. O desconhecido que ele traz em seus livros tem os contornos de tudo aquilo com o qual convivemos, e é nesse limiar desfocado que moram, como duas velhas comadres fuxiqueiras, o pavor e a gargalhada."
Isabor Quintiere
"A narrativa de poderosa de Márcio Benjamim nos pega pela mão e nos conduz a uma jornada insana por um Sertão banhado de misticismos e maculado pela desigualdade social. Mexendo com nossos medos mais inomináveis, o autor dá vida a zumbis áridos de tanta desumanidade que, de novo, cruzam o caminho da personagem Luzia – mulher forte, desafiada a provar sua coragem. 'Imperdível' é o melhor adjetivo para definir este romance!
Roberto Beltrão
"Com fúria e inventividade, Márcio Benjamin abre as porteiras do seu tenebroso sertão. Romaria prova o quanto Benjamin é hoje uma das vozes mais importantes do horror brasileiro."
Cristhiano Aguiar
MÁRCIO BENJAMIN é escritor, roteirista e advogado natalense de 45 anos, e vem abrindo caminho para o horror genuinamente nordestino. É autor dos romances e livros de contos de horror rural e folclóricos "Maldito Sertão" (2012), "Fome" (2016) e "Agouro" (2020), publicados pela editora Jovens Escribas, e "Sina" (2022), pela DarkSide Books. Participou da coletânea juvenil "Mundos Paralelos - Horror" (2023) pela Globo Livros.
Também já fez muita gente rir com suas peças de teatro "Hippie-Drive", "Flores de Plástico" e "Ultraje". É roteirista das séries "Dê seus pulos", "As Primas", "Enfim S.O.S" e "Agouro", de curtas-metragens premiados, como "Bucho de Peixe", "Sombras da Alma" e "Encruzilhada Bar", e longas-metragens "Quebrando o Gelo" e "Fome". Foi vencedor dos prêmios Moacy Cirne de Ficção 2019, Odisseia de Literatura Fantástica - Narrativa Curta de Horror 2020, Leblanc de Literatura em 2022, José Cândido de Carvalho de 2023 e VI Prêmio Aberst de Literatura.
Com "Romaria", continuação direta de "Fome" e sua estreia na O Grifo, ele conduz os leitores a uma nova peregrinação pelas veredas assombradas de um sertão que não é apenas cenário, mas personagem, feito de seca, fé, ossos e promessas quebradas.